Béchamel, sugo, carbonara, bolonhesa… A gastronomia possui uma infinidade de molhos, inventados e reinventados em muitos lugares do mundo, que nos encantam e nos fazem mais felizes todos os dias. Cada um deles possui uma história, uma receita original e outras tantas variações, mas a verdade é que sem esses preciosos complementos, nossas receitas de família não seriam as mesmas.
Quando falamos de molhos, devemos tirar da cabeça a ideia de que são apenas acompanhamentos para massas, afinal, nessa imensa gama de combinações e sabores estão inclusas algumas das mais versáteis receitas do mundo, como o ketchup, a maionese, o molho tártaro, o molho teriaky, o molho hollandaise e muitos outros.
Além de servirem como acompanhamento, muitos são utilizados para temperar e marinar carnes, agregar sabor às sopas ou ainda mais cremosidade a assados e risotos. Enfim, os molhos são verdadeiras iguarias que modificaram, completamente, a gastronomia e as nossas vidas.
Mas, qual é a origem do “molho”?
O molho é uma iguaria milenar, apesar de sua origem ser muito incerta. Mesmo assim, o que se sabe é que, na verdade, assim como a maioria dos mais aclamados pratos do mundo, ele não foi inventado, mas sim descoberto por acaso.
A história nos diz que em 5000 a.C, os indo-paquistaneses já utilizavam algo similar ao molhocurry para conservar alimentos, assim como os chineses utilizavam um caldo de gengibre e outras especiarias. Outros povos, como os indianos, já sabiam que uma mistura de água, vinhos (ou bebidas similares) e ervas eram ótimas combinações quando o assunto era conservar carnes e peixes. Desde então, o costume de conservar alimentos em infusões ou misturas evoluiu.
Mesmo assim, somente por volta de 500/400 a.C, eles começaram a ser produzidos para dar sabor aos alimentos, principalmente assados. Reza a lenda que um cozinheiro grego, chamado Sicanus Lebdacus, foi ameaçado de morte pelo seu patrão graças ao mal cheiro que sua comida produzia. Em desespero, o chef mergulhou um carneiro sem vísceras e sem pele em uma mistura de ervas e álcool de uvas, o que salvou o sabor e o aroma da carne, assim como sua vida. A partir daí, esses “molhos” começaram a ser modificados, estudados e documentados, o que revolucionou completamente a gastronomia e o jeito de preparar e consumir alimentos.
Para um bom molho é preciso muita técnica e estudo
O sucesso ou o fracasso de um molho podem ser a salvação ou o total infortúnio de um prato. As preparações são consideradas tão importantes que, dentro do universo da gastronomia, existe um profissional exclusivo e especializado na produção de molhos, o Saucier.
Além disso, em um estudo mais profundo de seus atributos, podemos ver que os molhos são classificados de acordo com seus ingredientes e cores, denominados como molhos de base escura, base clara, base ferrugem, à base de óleo ou manteiga. Essas informações fazem toda a diferença na hora de decidir qual molho acompanhará um peixe, por exemplo, ou até uma salada.
Enfim, mesmo não sendo grandes chefs de cozinha, cada um de nós tem suas próprias combinações para um molho perfeito, não é mesmo? E que tal aperfeiçoar seus conhecimentos com as receitas de alguns dos molhos mais famosos da gastronomia? Eles são ideais para enriquecer uma receita deliciosa de massa fresca, ou dar “corpo” a risotos, incrementar sopas, acompanhar aperitivos e o que mais você desejar.
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